Como contribuir para que a leitura e escrita façam parte da vida das pessoas?

Acreditamos que uma série de medidas precisa ser tomada para que, de fato, todos tenham acesso à
leitura e à escrita no país, tal problema assume proporções e dimensões que extrapolam as
limitações e/ou capacidades individuais. Já que esse problema tem uma constituição histórica e é
decorrente das formas de organização de nossa sociedade, cabe a nós, educadores, pensar até que ponto
articipamos dessa constituição e como podemos agir para reverter essa situação.
Com certeza não existem receitas, nem soluções simplistas ou mágicas para a
mudança desse quadro que tem acompanhado a sociedade brasileira ao longo da sua
história. Contudo, existem respostas. Para idealizarmos tais respostas basta nos inspirarmos no
entusiasmo das crianças pequenas, ainda não inseridas no ensino fundamental, em aprender a ler e
escrever. Esse entusiasmo revela que o desejo de se tornar leitor e escritor ainda persistem em muitas de
nossas crianças. Trata-se, inicialmente, de não deixar morrer esse entusiasmo, mas, pelo contrário,
extrair dele motivação e a inspiração para, do lugar dos educadores, contribuirmos para que as crianças
se apropriem, efetivamente, da escrita. Podemos intervir e fazer a diferença no âmbito de nossa
existência profissional e pessoal, agindo de forma que:
  • A escrita não seja reduzida às atividades escolares, especialmente de
avaliação do desempenho dos alunos, em outras palavras, que as crianças não
sejam solicitadas a escrever apenas para fazer provas e trabalhos.
  • As crianças compartilhem de situações em que estejam garantidos os diferentes usos e funções sociais da escrita.
  • O adulto atribua sentido às experiências de leitura e de escrita realizadas em parceria com a criança.
  • A criança aprenda a ler e escrever, lendo e escrevendo e não realizando as tradicionais atividades pré-requisitos para a leitura e escrita, que pouco têm a ver com a possibilidade de domínio dessa modalidade de linguagem.
Bibliografia: Psicogênese da Linguagem Oral e Escrita.
Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino – IESDE
Rosilene Espirito Santo/Coordenadora Educacional