Qual a importância desta relação?

Qual a importância desta relação?
(GERSOS,2001)
A importância da relação do ser humano com o brinquedo é fundamental
para o desenvolvimento de um ser equilibrado em suas relações com o mundo que o
cerca. Quando a criança brinca, ela transporta suas fantasias para o mundo real e
automaticamente prepara-se para este mundo. Quando o adulto brinca, ele foge do
mundo real e passa a viver na fantasia da brincadeira.
Desde bebê a criança tem contato com o brinquedo e a brincadeira e, na
maioria das vezes, é o adulto que faz esta apresentação. Desta forma, o brinquedo
torna-se elo entre o adulto e a criança, entre a realidade e a fantasia. O contrário vai
acontecer quando a criança começa a exigir a presença do adulto em suas
brincadeiras. Aí é a criança que apresenta a brincadeira e o brinquedo para o adulto,
movida pela mídia eletrônica que apela para esta apresentação.
Quando o adulto entra no mundo do trabalho, ele se esquece de brincar e
acaba exigindo, inconscientemente, esta mesma ruptura também da criança. Para
muitos adultos, o brinquedo tem sido usado para diagnosticar distúrbios e
comportamentos. Adultos revestidos de filósofos, pedagogos psicólogos ou psiquiatras
tentaram tratar o brinquedo como uma maneira de intervir na vida da criança
(SANTIN). Desta forma, o brinquedo é a fórmula do remédio para comportamentos
O ser humano tem mudado sua relação com o brincar ao longo dos anos.
Aos poucos, as atividades tradicionais familiares foram substituídas pela televisão e os
jogos eletrônicos. Brinquedos em que a criatividade era necessária e fundamental
deram lugar a brinquedos criados pela indústria. São formas diferentes de criação. A
criatividade do homem era usada para satisfazer suas necessidades lúdicas e hoje o
mercado de consumo satisfaz estas necessidades rompendo com esta relação do
humano, com a criatividade e o brinquedo.
Brincar é importante em todas as fases da vida. A maneira como isto
acontece difere nas idades e nas épocas, mas o prazer e a necessidade são os
mesmos. Necessidade de libertar-se, de fantasiar, de criar e divertir. Prazer em
explorar, extravasar, relacionar-se consigo e com o outro. Estas são apenas algumas
contribuições da relação existente entre o humano, o brincar e o criar.
*Texto retirado do livro: Jogos, Recreação e Lazer – Daniela Haetinger e Max
Rosilene Espírito Santo – Coordenadora Pedagógica – Março/2016