Educação integral

Esse tipo de formação implica uma ação educativa capaz de proporcionar o desenvolvimento harmônico e progressivo de todas as dimensões do ser humano, a saber:

a)  Da dimensão psicomotora, para a aceitação do próprio corpo, a potencialização das habilidades físicas e motoras, a aquisição de hábitos saudáveis de vida e o desenvolvimento do sentido crítico em relação a estereótipos sociais;

b)  Da dimensão intelectual e cognitiva, para selecionar e organizar informações, de modo a integrar criticamente as aprendizagens e enfrentar as múltiplas situações da vida;

c)  Da dimensão psicoafetiva, para orientar o desenvolvimento da autonomia pessoal e a consolidação harmônica da própria personalidade;

d)  Da dimensão das relações interpessoais, para favorecer a adoção de atitudes de participação no grupo e de respeito para com os outros;

e)  Da dimensão ético-social, para desenvolver o sentido de cidadania, de pertença a determinado grupo social, de acolhida do diferente e de cooperação na construção de um mundo mais habitável, justo, solidário e humano;

f)   Da dimensão transcendente, para comprometer-se na procura de respostas sobre o ser humano, a história e o mundo, abrindo-se à experiência religiosa na perspectiva de um projeto de vida mais amplo e feliz.

 

Formação em valores e atitudes

         Acreditamos que a educação possa promover a autonomia dos educandos, tanto nos aspectos intelectuais e cognitivos, como no desenvolvimento afetivo, social e moral. Essa autonomia tem, como pontos culminantes, a construção da identidade da pessoa, a conquista de um conceito positivo sobre si mesmo e a formulação de um projeto de vida vinculado a valores.

 

Construção da identidade

         Para colaborar na construção da identidade do educando como pessoa, os educadores do Colégio Pio XII se propõem a estimular:

a)  A alegria pelo dom da vida, com cuidado pela saúde do corpo;

b)  A autoestima e o sentimento de segurança pessoal, com consciência e autocrítica;

c)  A independência e a liberdade, o sentido de responsabilidade, a capacidade de enfrentar as situações com critérios próprios e de resolver criativamente os problemas;

d)  A bondade, a integridade, a disposição de manter normas de conduta pessoal e de trabalho coerentes com as convicções próprias;

e)  A abertura para mudanças e para a formação continuada;

f)   A responsabilidade pessoal e social;

g)  A honestidade e cidadania.

 

Relacionamento com os outros

         Neste âmbito, os educadores do Colégio Pio XII se propõem a intensificar:

a)  A capacidade de amar, de dar e receber afeto sem vínculos de dominação ou de dependência;

b)  O respeito para com todos, expresso pelo modo cordial de acolher as pessoas e pelos sentimentos de apreço e de amizade;

c)  A valorização do grupo humano ao qual pertence, da sua história e cultura e o respeito pelas diferentes maneiras de pensar e pelas distintas sociedades e culturas, cultivando a tolerância e o espírito democrático;

d)  O sentido de justiça e de solidariedade, a preocupação com os problemas dos indivíduos e da sociedade, atitudes de serviço, diálogo e compromisso com a defesa dos direitos humanos, da paz, dos mais vulneráveis, da vida;

e)  A capacidade de viver em paz diante da incerteza da ambiguidade e do provisório.

 

Interação com o meio ambiente e a cultura

         Para esta interação, os educadores do Colégio Pio XII se propõem a desenvolver:

a)  A consciência de que o patrimônio natural e social é um bem destinado a todos, merecendo, portanto, respeito e cuidado;

b)  A valorização crítica da contribuição científica e técnica e o apreço de sua função a serviço do ser humano;

c)  As habilidades necessárias para o uso crítico da mídia e das novas linguagens na sociedade do conhecimento, em vista de uma cultura de solidariedade e paz.

 

Abertura à transcendência

         Neste nível, os educadores se propõem a aprofundar:

a)  O interesse por descobrir o sentido da vida e da história;

b)  A confiança na pessoa e em suas possibilidades;

c)  A percepção das aspirações profundas do coração humano e das limitações da realidade para satisfazê-las;

d)  O reconhecimento dos questionamentos profundos levantados pela vida e pelo mundo, da insuficiência das respostas técnicas e de que nenhuma ciência consegue explicar totalmente a realidade;

e)  Uma leitura cristã da história, da sociedade e do mundo.